sexta-feira, 10 de março de 2017

DINÂMICA: O TERÇO NA CATEQUESE

ANO MARIANO

:Vamos incentivar nossas crianças ao conhecimento , amor e devoção a Maria, através da reza do terço


Terço das rosas 



Essa é uma proposta muito bonita que a catequista Nilva Mazzer, de Maringá, no Paraná, idealizou. É uma boa forma de apresentar o significado e a importância da oração do Terço para as crianças, jovens e adolescentes, e também para suas famílias. Adaptando a proposta da Nilva, cremos que se pode convidar os pais e mães dos catequizandos para uma tarde especial de oração e realizar esta dinâmica de oração. E depois, no encontro com os catequizandos, resgatar o que sentiram e o que entenderam durante a oração, para reforçar a história, pois os catequizandos muitas vezes se dispersam.

Material necessário:

50 rosas brancas (que vão representar as Ave-Marias);
3 rosas cor-de-rosa (que vão representar as 3 ave-marias em honra da SantíssimaTrindade)
13 rosas vermelhas (que irão representar os Glórias e os Pai-Nossos, sendo que o primeiro Pai Nosso fica logo depois do crucifixo e o segundo ficará ao lado da imagem de Nossa Senhora);
Uma vela grande
Obs: Se não for possível ter flores naturais, elas podem ser feitas de papel.

  • Um crucifixo grande;  Uma imagem de Nossa Senhora;
  • Um tapete – se não tiver o tapete, ele poderá ser feito em EVA ou TNT (se optar por TNT, usar fita dupla face para fixar no chão, para não escorregar) que pode ser na cor vermelha; pode ser comprido, no corredor (se for na igreja), ou formando um círculo, se o local permitir.
  • Uma imagem do menino Jesus (tamanho grande – pode também ser feito com um boneco bebê representando Jesus); 
  • Um berço pequeno ou manjedoura – Se a comunidade tiver uma manjedoura grande, onde coloca a imagem do menino Jesus no Natal, pode usar essa; caso contrário pode-se fazer uma manjedoura até mesmo com uma caixa de papelão baixa e palha (podem ser tiras de papel cortadas fininhas para imitar a palha);
  • Roupas estilizadas de Maria, para vestir uma mulher (mãe ou catequista);
  • 01 uma cadeira. Participantes:
  • 1 mulher (mãe ou catequista) para fazer o papel de Maria;
  • 50 catequizandos – para as contas da Ave-Maria;
  • 6 pais – para as contas do Pai-Nosso;
  • 5 mães para as contas do Glória – ficam ao lado dos pais que representam o Pai Nosso.
  • 1 pai para a conta do Glória (inicial);
  • 1 pai para segurar a vela acesa junto ao crucifixo.
  • 3 mães para as contas das Ave-Marias em honra da Trindade;
  • 2 catequistas – 1 para segurar a imagem de Nossa Senhora e 1 para segurar o Crucifixo.

Obs: Todos esses participantes entram trazendo uma das rosas na mão (conforme a conta que representam)
  • 1 catequista para contar a história do Terço (alguém que tenha boa dicção (isto é, que pronuncie bem as palavras) e fale pausadamente, dando entonação à história.
  • 1 catequista ou o padre da comunidade para puxar o Terço.


Preparação do local: (se possível, fazer essa oração na Igreja)

  •   Colocar na frente (altar), a cadeira e ao lado dela o berço ou manjedoura;
  • Colocar o grande tapete em frente à cadeira e berço;
  • Nas laterais do tapete (ou em volta dele se for redondo), colocar 50 catequizandos e 5 pais/mães. Organizados como as contas do rosário, intercalando 10 catequizando com 1 pai/mãe;
  • No lado oposto à cadeira e berço, fechar com uma fila organizada assim: um/a catequista segurando uma imagem de Nossa Senhora, um pai para o Glória, 3 mães para as Ave-Marias em honra à Santíssima Trindade (com rosas cor-de-rosa), um pai para o Pai Nosso, e para o Creio um/a catequista segurando uma cruz. Vejam aqui a imagem do Terço com o lugar de cada um: Modo de realizar o terço:
  • O padre ou catequista, que vai puxar o Terço dá as boas-vindas a todos e convida a entrarem no espírito de oração com muita atenção e devoção. Pode-se iniciar cantando o Sinal da Cruz
  • .  O/A catequista escolhido/a conta a história do surgimento do Rosário pausadamente:


A História do Rosário
Conta a lenda que um frade não ordenado, (isto é, não sacerdote) da Ordem dos Frades Dominicanos, não sabia ler nem escrever e, portanto, não podia ler os Salmos como era costume nos Mosteiros. Então, certo dia, quando ele terminou seu trabalho à noite (ele era faxineiro, jardineiro, etc.), foi para a Capela do Convento e se ajoelhou na frente da imagem da Virgem Maria, e recitou 150 Ave Marias (uma para cada Salmo do Livro), a seguir retirou-se para sua cela (quarto) para dormir. 

Na manhã seguinte, ao amanhecer, antes dos outros irmãos do Convento, foi para a Capela para repetir o hábito de saudar a Virgem. E passou a fazer isso todos os dias. O Superior do Convento, começou a observar que, a cada dia, quando chegava à Capela para celebrar as orações da manhã com todos os Frades, o altar dedicado à Nossa Senhora estava bem ornamentado com muitas rosas lindas e frescas nos vasos, que deixavam um perfume delicioso ali. 

Ele ficou curioso para saber quem estava ornamentando o altar com tão belas rosas. Perguntou a todos os encarregados da decoração da Capela, quem estava colocando as rosas no altar da Virgem e que aroma delicioso elas exalavam. Mas, para sua surpresa, não obteve nenhuma resposta.

 Nenhum deles soube dizer quem trazia as rosas, e nenhum deles havia retirado essas rosas do jardim, pois elas não estavam plantadas lá. O frade que ia sempre rezar as Ave-Marias, certo dia ficou gravemente doente e não pode ir à Capela para rezar. A partir desse dia, os outros frades notaram que o altar da Virgem não tinha mais as rosas habituais, e o perfume havia desaparecido. Logo deduziram que era ele quem colocava as rosas no altar. Mas como? 

Ninguém jamais o havia visto sair de dentro do Convento e ele tampouco poderia comprar as belas rosas, pois não dispunha de dinheiro. Entretanto, certa manhã, todos os Frades, ao chegarem para rezar, presenciaram espantados o irmão, que estava doente, ajoelhado diante da imagem da Virgem, recitando as Ave-Marias. E perceberam que a cada oração que ele recitava para Nossa Senhora, uma rosa aparecia no vaso.

 Nesse dia, no final de suas 150 orações, ele caiu morto aos pés da Virgem. No século XIII, São Domingos de Guzmán, que era o fundador da Ordem dos Dominicanos, teve uma revelação da Santíssima Virgem, que lhe disse: “se queres ganhar para Deus os corações endurecidos, reza meu Rosário”. 

Então, ele dividiu as 150 Ave-Marias em três grupos de 50 associada à meditação da Bíblia: Os Mistérios Gozosos, os Mistérios Dolorosos e os Gloriosos. E a partir desse dia, passou a pregar sobre a devoção do Santo Rosário. O nome Terço, veio dessa divisão (a terça parte das 150 Ave-Marias). 

O Rosário foi dessa forma formado por 3 Terços. O Papa João Paulo II, devoto de Nossa Senhora, adicionou aos mistérios já existentes, também os chamados Mistérios Luminosos, acrescentando mais 50 Ave-Marias ao Rosário. Assim, toda vez que você recitar 200 Ave-Marias, estará entregando 200 rosas para a Mãe Divina. 

  • Ao concluir a narração da História do Rosário, entra a mãe que representa Maria, segurando o Menino Jesus. Essa entrada pode ser com o cântico: “Uma entre todas foi a escolhida”. Ela vai até o berço e coloca o Menino, depois senta na cadeira com os braços apoiados no colo para receber as flores.
  • Tem início então, a Oração do Terço. Iniciando pela Cruz, reza-se o Creio (não há rosa nessa oração), depois reza-se 1 Pai-Nosso (1ª rosa - vermelha), as 3 Ave-Marias em honra à Santíssima Trindade (a primeira em honra a Deus Pai que nos criou, a segunda em honra a Deus Filho que nos remiu, e a terceira em honra do Espírito Santo que nos santifica), e completa-se com o Glória ao Pai.


Obs: A cada oração, aquele que está representando essa conta do Rosário vai até Maria e entrega a ela a rosa que traz consigo.

  • Em seguida, quem está puxando o terço anuncia o Mistério que será rezado (Se for possível, lê-se o trecho do Evangelho referente ao mistério anunciado), reza-se o Pai Nosso, seguido das Ave-Marias e finalizado com o Glória ao Pai e com a jaculatória: “Ó meu Jesus, perdoai-nos, livrai-nos do fogo do inferno, levai as almas todas para o Céu e socorrei principalmente as que mais precisarem. Amém!”.

  • A cada Mistério concluído, pode-se cantar um trecho e refrão de uma música mariana. A Oração segue assim até que se complete todo o Terço

  • Conclui-se o Terço rezando uma Salve-Rainha (na conta em que está a imagem de Nossa Senhora, ao lado da qual há uma mãe segurando uma rosa vermelha, que também será entregue a Maria)


  • Terminado o Terço, Maria se levanta com os braços cheios de flores e as coloca no berço entregando-as ao Menino Jesus, num gesto como se dissesse: 
  • “São para você Meu Filho”. 
  • A tarde de oração pode ser concluída com a bênção do Padre.
  •  (No final, as flores poderão ser distribuídas, uma por família presente). _______________

domingo, 5 de março de 2017

Dinâmica para catequese : "AS MUITAS REPRESENTAÇÕES DE NOSSA SENHORA"




 Estamos no Ano Mariano , celebrando os 300 anos da aparição da Senhora Aparecida nas águas do Rio Paraíba do Sul 
 . Não podemos deixar nossos catequizandos às margens dessa comemoração .


O catequista deverá proporcionar momentos de oração , sempre lembrando que é através de Maria que chegamos a seu filho Jesus .


 Incentivar o culto e a devoção à Nossa Mãezinha é muito importante na catequese . 
Deixo aqui uma sugestão de dinâmica que com certeza esclarecerá muitas dúvidas em nossas crianças e incentivará sua fé e devoção Mariana.




As várias denominações de Nossa Senhora

É comum ver pessoas fazendo alguma confusão diante das muitas representações de Nossa Senhora. Algumas pessoas nem sabem que essas representações são todos títulos dados a  Maria, a Mãe de Jesus, e que são frutos de manifestações ou invocações à nossa Mãe Santíssima .

Nossa Senhora, Mãe de Jesus e nossa Mãe, recebe nomes ou títulos diferentes devido aos lugares onde apareceu, como é o caso de Nossa Senhora de Guadalupe, padroeira da América Latina, que apareceu no México, na cidade de Guadalupe. 
Também recebe nomes em virtude das graças que alguém alcançou por intermédio dela, como Nossa Senhora da Medalha Milagrosa, ou em razão de lugares nos quais é padroeira, como Nossa Senhora do Brasil. 

Recebe também nomes por causa de graças que nós necessitamos e pedimos à sua intercessão, como de Nossa Senhora do Bom Parto. Enfim, são inúmeros títulos recebidos em todas as partes do mundo e que congregam a devoção do povo a ela. Ela é a Santa que mais recebe nomes em toda a Igreja Católica.

Como podemos trabalhar isso na Catequese?

Em primeiro lugar providencie diversas estampas (santinhos) de Nossa Senhora, mas todos diferentes, isto é, cada estampa terá uma imagem diferente da outra, de todas as Nossas Senhoras. Por exemplo: Nossa Senhora Aparecida, Nossa Senhora da Penha, Nossa Senhora da Lapa, Nossa Senhora do Carmo, Nossa Senhora da Conceição, Nossa Senhora da Luz, etc
.
Distribua essas estampas entre os catequizandos e peça a eles que pesquisem sobre a devoção à Nossa Senhora cuja estampa receberam, onde a devoção nasceu e por que ela é chamada com tal nome.
Melhor se eles tiverem pelo menos uma semana para pesquisar.

Depois, providencie uma cartolina na qual se pode desenhar o mapa mundi, apenas um esboço. E coloque em um mural, diante da turma.
A ideia é formar um painel, onde os catequizandos vão colocar as estampas depois de apresentarem aos demais o resultado da pesquisa feita. Cada estampa será colocada no mapa, sobre a região na qual teve origem a devoção.

Como são muitas as representações de Nossa Senhora, provavelmente mais que o número de catequizandos, o próprio catequista poderá completar o painel com as estampas que não forem distribuídas, também falando sobre a sua origem e o local onde cada devoção surgiu.


Usando de sua criatividade o catequista poderá pesquisar na net os títulos referentes à Nossa Senhora , muitos dos quais até nós catequistas desconhecemos , pois beiram a 2000.
Poderá também usar das invocações a Nossa Senhora contidas na Ladainha em homenagem a ela.

Lembrando sempre que cada grupo possui uma característica e um nível de aprendizado que deve ser respeitado .

Cada um use de sua criatividade e ofereça o melhor a seu grupo de acordo com a etapa que frequenta.

Ao final do encontro , o catequista pode ilustrar com a música de Roberto Carlos 




“Todas as Nossas Senhoras” Roberto Carlos 

Quando eu me sinto aflito, Nossa Senhora da Paz 
Me dá sua mão me acalma, tranquilidade me traz 
Se uma lágrima me rola e o pranto eu não contenha 
Choro nas escadarias de Nossa Senhora da Penha 

Nossa Senhora de Fátima peço que a alegria venha 
Se o perigo me preocupa eu tenho fé não me alarmo 
Tenho meu escapulário, Nossa Senhora do Carmo

 Senhora dos Navegantes, da boa viagem me guia 
Pelos ares, terra e mares, me ampara, me auxilia 
Me livra das tempestades, Nossa Senhora da Guia 

Minha mãe, Nossa Senhora, somos todos filhos seus 
Todas as Nossas Senhoras são a mesma Mãe de Deus

Sou romeiro e no seu dia, na multidão Mãe querida 
Me ajoelho e rezo, Nossa Senhora Aparecida 
Nossa Senhora da Glória, de Lourdes, de Nazaré 
Virgem Santa da Saúde, da Boa Nova e da Fé 
Minha Mãe tanta bondade hoje eu sei bem o que é 

Nossa Senhora das Graças, da Confiança e da Luz 
Senhora da Lampadosa, rogai por nós a Jesus 
Virgem Esposa Imaculada do Espírito Santo 
Adorável Mãe Rainha e Vencedora, três vezes admirável 

Nossa Senhora do Brasil, do seu corpo inseparável. 
Senhora da Rosa Mística, das Dores, da Conceição 
De Guadalupe, Medjugore e do nosso coração. 

Minha mãe, Nossa Senhora, somos todos filhos seus 
Todas as Nossas Senhoras são a mesma Mãe de Deus.  

terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

Catequista , portador da Luz de Cristo


A vocação é algo próprio do ser humano. Em se tratando da vocação cristã sempre terá origem divina: Deus é quem toma a iniciativa e nos chama desde a sua gratuidade. O chamado é graça e o envio também.
A missão é um componente essencial para a realização da vocação.
Exercer a missão de ser catequista é colocar-se primordialmente a serviço de uma comunidade.
Para identificar esta missão de ser catequista, vamos refletir com símbolos e palavras de Jesus.
rede – “Jesus disse-lhes: Vinde após mim; eu vos farei pescadores de homens” (Mc 1,16-17).
– pote – “Façam tudo o que ele mandar” (Jo 2,5).
– sandálias – “O Filho do Homem não veio para ser servido. Ele veio para servir, e para dar a sua vida como resgate em favor de muitos” (Mt 20,28).
vela acesa  “Vocês são a luz do mundo. Que a luz de vocês brilhe… para que todos vejam as boas obras que vocês fazem” (Mt 5 , 14-16).
– Bíblia – “Se vocês guardarem a minha palavra, vocês de fato serão meus discípulos” (Jo 8,31).
– água – “Se alguém tem sede venha a mim, e aquele que acredita em mim, beba. É como diz a Escritura: Do seu seio jorrarão rios de água viva” (Jo 7,38).
– pão – “Eu sou o pão da vida. Quem vem a mim não terá mais fome, e quem acredita em mim nunca mais terá sede” (Jo 6,35).
– semente  “O Reino do céu é como um homem que semeou boa somente no   seu campo” (Mt 13,24).
– terra – “Se o grão de trigo não cai na terra e não morre, fica sozinho. Mas se morre, produz muito fruto” (Jo 12,24).
Catequista você é rede, porque segue a Jesus. 
É pote, porque quer ser o vinho bom do mestre. 
É sandália, porque não se cansa em ir ao encontro dos catequizandos. 
É vela acesa toda vez que ilumina a vida de tantas pessoas que precisam de amor, ternura e acolhida. 
É Bíblia porque anuncia a Palavra com ardor, audácia e coragem. 
É água viva sempre que encanta pessoas a seguir Jesus. 
É pão que sacia a fome de justiça, e estende a mão aos mais sofridos. 
É semente boa que faz produzir cem por um.
 É terra da presença, do testemunho que consolida na intimidade o amor, porque catequista é mestre na arte de rezar.
Ir. Maria Bertoldo

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

A história se repete ...



Evangelho Marcos 6, 1-6 – “a história se repete”

Por ser uma pessoa humilde, filho de um carpinteiro e conhecido de todos Jesus não pôde fazer milagres na sua terra e no meio da sua gente.  As pessoas que lhe eram próximas não queriam admitir que alguém tão simples pudesse ter tanta sabedoria e duvidavam de que o poder de Deus estivesse com Ele. Eles não acreditavam e não tinham fé, dessa forma Jesus não conseguia ser escutado nem tampouco ser levado a sério. 

A história ainda hoje se repete quando não damos ouvido nem valor às pessoas que estão muito próximas de nós, ou àquelas que são humildes e simples. Porque acostumamo-nos a conviver com elas, não percebemos que são instrumentos de Deus para o nosso crescimento e até para nossa salvação.  

Muitos milagres poderiam ser provados no nosso meio se déssemos atenção àqueles (as) a quem Deus colocou como instrumentos para nós edificação.  Não entendemos como poderá alguém que é simples, humilde e, às vezes até inculto, ser sábio aos olhos de Deus. 

Confundimos a sabedoria que vem de Deus com o conhecimento que o mundo dá. Na maioria das vezes, valorizamos a quem é instruído, a quem tem profissão brilhante ou tem o dinheiro que compra tudo, o poder e a mente. No tempo de Jesus também não foi diferente. 

  Precisamos nós, também, perceber a quem estamos valorizando, o que nos prende a atenção e ao que estamos dando importância: às coisas simples do alto, ou às coisas complicadas daqui de baixo. Somos chamados (as), então a refletir: O que é simples nos incomoda ou atrai? – Valorizamos as pessoas da nossa casa quando nos dão algum conselho? – Na nossa casa também os profetas não são bem recebidos por nós? 


sábado, 14 de janeiro de 2017

O GRITO DO SUDÃO: NÃO NOS ABANDONEM!:

Convido-vos a todos, juntamente com a Fundação AIS,
Há palavras estranhas nos dias de hoje. Uma delas é “escravidão”. Para centenas de jovens que vivem na região norte do Sudão do Sul, a escravidão é uma triste condição de suas vidas depois de terem caído nas mãos de pessoas sem escrúpulos, que fazem negócio com a fraqueza dos outros.





O Sudão do Norte, país governado por uma ditadura islâmica, é quase sempre uma armadilha para as pobres famílias cristãs. Muitas vezes, grupos armados atacam apenas com o objetivo de raptarem os jovens para venderem no mercado de escravos.

Padre Aurélio Fernandez há muito tempo tem a missão de resgatar o maior número possível destes condenados a uma vida de escravidão. Uma das jovens resgatadas é Adut. Pe. Aurélio a encontrou no meio de um grupo de outros que foram sequestrados, também condenados a uma vida de escravidão. Estavam ali, à espera de um comprador. Adut tinha as pernas ensanguentadas e infeccionadas. Pe. Aurélio perguntou quanto custava. A resposta veio fria e seca: “Ninguém compra um animal em mau estado”.
Por estar em “mau estado”, o Pe. Aurélio conseguiu resgatar o grupo todo por um valor baixo. Hoje estão todos em liberdade e reaprendendo a viver literalmente sem grilhões. 
Mas o Pe. Aurélio nunca mais vai esquecer a história da jovem Adut que encontrou, sentada no chão, na areia, no calor, junto de outras tantas crianças, todas com marcas de cordas nos pulsos. Adut vivia na sua aldeia quando houve um desentendimento dos militares sudaneses. Todos fugiram. Adut também. Mas não foi longe. Um soldado, a cavalo, a viu, foi ao seu encalço, lançou-lhe uma corda e a arrastou pelo chão durante vários quilômetros. Depois, como se não bastasse, a estuprou. Era apenas “um animal em mau estado”, teria pensado.
Pe. Aurélio chegou a tempo de evitar que algo pior acontecesse. E, mesmo Adut estando muito ferida e psicologicamente afetada, o padre a tranquilizou, dizendo que nunca mais iriam lhe fazer mal.

Aurélio é um dos padres auxiliados pela ACN no Sudão do Sul. Consequentemente foi a sua generosidade que contribuiu para o resgate de Adut e dos outros. Você possibilitou uma nova vida para quem a morte seria um alívio. Em nome destes, muito obrigado.


Esta é uma das poucas histórias entre tantas outras , que li no folhetim "ECO DO AMOR"/ maio de 2016, do qual sou associada .Busquei-a na internet e a transcrevi aqui
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De forma assustadora , a escravidão acompanha a história da humanidade. Apesar de ser proibida , ela está mais presente do que nunca . Os dados estatísticos mostram que 800.000 pessoas são escravizadas anualmente no mundo . Faça uma pesquisa na net e você verá como realmente os números são assustadores, crescendo a cada dia em todo mundo . Muitas vezes de forma velada , e como sabemos. existe e muito de forma camuflada também no nosso país. Os noticiários nos tem mostrado o caso de bolivianos que trabalham em regime escravo em São Paulo , como também crianças e adolescentes que vivem em condições de escravidão nas áreas rurais do interior do país  

Mas aqui não se trata de escravidão camuflada , de filmes produzidos com cenas dramáticas  para nos emocionar . Trata-se de uma história da vida real , e a história de Adut, particularmente me comoveu . O vídeo é um apelo ao nosso coração para que ajudemos  nesta obra grandiosa de misericórdia e evangelização . 
Padre Aurélio é um dos padres auxiliados pela ACN no Sudão do Sul .
 Consequentemente a generosidade daqueles que colaboram foi que contribuiu para o resgate de Adut e de tantos outros . Com a ajuda de muitos , foi possível resgatar uma vida  , foi possível dar uma nova vida para quem " a morte seria um alívio" 


Na África de hoje , a escravidão é uma realidade até legalizada em determinados contextos
O tráfico de crianças é comum e a exploração sexual também é uma prática que persiste no país onde muitas mulheres  são usadas como escravas do sexo .
Por trás de tudo isso o que se vê é o amor ao dinheiro e a ânsia pelo poder como a raiz de todos os males, pois sabemos ser o tráfico de pessoas  uma das atividades criminosas mais lucrativas do mundo..


Foram muitos escravizados , sobretudo , durante a última guerra civil do país .
O destino destes escravos ( crianças , homens e mulheres) foi o trabalho forçado doméstico , na agricultura e na pecuária , como também , para muitos , submetidos à exploração sexual 


Quando o fantasma da escravidão deixará de rondar seres humanos , que acabam reduzidos à condição de animais com práticas abomináveis de violência ?

o mundo, uma obra de misericórdia."

domingo, 8 de janeiro de 2017

EPIFANIA DO SENHOR: Ouro , Incenso e Mirra

E vendo a estrela, alegraram-se eles com grande e intenso júbilo” (Mt 2, 10).

Os Magos ofereceram três presentes ao menino Jesus:
ouroincenso mirra.


O ouro caracteriza aquilo que Jesus é desde a eternidade: o Rei. Além disso o ouro representa a Sua divindade, Sua perfeição e Sua absoluta pureza. Mas o ouro também nos mostra a finalidade de Sua vinda, isto é, estabelecer o Seu reino divino sobre esta terra. O ouro é mencionado em primeiro lugar porque este é o alvo perfeito e original de Deus.

A palavra hebraica para incenso é derivada das palavras “branco, brilhante”. O incenso tem um alto teor de óleos voláteis e propaga um aroma agradável que fica impregnado nas vestes como perfume.

O incenso representa espiritualmente o aroma da vida de Cristo. Ele agradou a Deus, pois procurava fazer a vontade de Seu Pai:“…contudo, não se faça a minha vontade, e sim a tua” (Lc 22.42).Por isso Ele foi“…obediente até à morte e morte de cruz” (Fp 2.8).



O incenso simboliza a perfeição da vida de Jesus, totalmente sem pecado. Ele, o Filho de Deus, foi o “Cordeiro sem defeito e sem mácula”, branco e brilhante, puro e perfeito (comp. 1 Pe 1.19). Em tudo o que Jesus fez e disse, em todos os Seus passos e obras, Ele foi um aroma agradável diante de Seu Pai. Como cristãos somos chamados a nos tornar semelhantes ao Senhor em obediência e fidelidade, para sermos um “aroma suave de Cristo”.

A mirra provém de um arbusto espinhoso de madeira cheirosa. O gosto dela é amargo como fel e dentre outras coisas era usada como anestésico.
Esta erva amarga fala dos sofrimentos de Jesus, cuja vida toda foi um aroma suave diante do Pai, mas que foi perseguido por Herodes ainda como bebê, de modo que seus pais tiveram de fugir com ele para o Egito (Mt 2.13).
Mais tarde, os homens de Nazaré, onde ele havia sido criado, quiseram precipitá-lo de cima de um monte (Lc 4.29). E quando Ele curava enfermos e possessos, os fariseus e escribas O perseguiam (por exemplo, Jo 5.16) e até tentaram matá-lO (v. 18). Antes da crucificação deram a Jesus “vinho com mirra, ele, porém, não tomou” (Mc 15.23). Ele se tornou pecado por nós (2 Co 5.21), e carregou “em seu corpo, sobre o madeiro, os nossos pecados” (1 Pe 2.24)até as últimas consequências.

Quando esteve pendurado na cruz, consumando a salvação para todo o mundo, Ele sofreu dores atrozes no corpo, na alma e no espírito. E quando José de Arimatéia tirou o corpo de Jesus da cruz em estado deplorável, lemos:“E também Nicodemos, aquele que anteriormente viera ter com Jesus à noite, foi, levando cerca de cem libras de um composto de mirra e aloés. Tomaram, pois, o corpo de Jesus e o envolveram em lençóis com os aromas, como é de uso entre os judeus na preparação para o sepulcro” (Jo 19.39-40).Na sua primeira vinda, Jesus foi como que envolvido por mirra, Ele foi cercado de muitos sofrimentos.

segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

A ORAÇÃO DE JANEIRO/ 2017


Senhor, oramos pela Paz que só Tu podes dar: Paz entre os indivíduos, no coração dos lares, entre as nações.
Infunde em nós o espírito de paz e olhos mansos para que possamos buscar a justiça, concórdia, perdão, fraternidade.
Suplicamos a tua graça, para que a paz seja o corpo alimentado, a casa para morar, salário digno;
Paz seja o trabalho pela justiça. Muitos são os desafios atuais da humanidade. Por isso oramos por todos os cristãos, para que, fiéis ao teu ensinamento, Pai, possamos responder a tais desafios e nos empenhar com a oração e a caridade fraterna. Por um mundo de verdadeiros irmãos, oramos! Amém.
De um modo especial , Senhor , venho pedir a intercessão de Maria , Mãe de Deus e da Igreja , Senhora da Paz.
Confiantes na Vossa Misericórdia e desejosos de sermos acolhidos por Maria , que a Ti nos conduz ,reafirmamos nosso desejo por ano cheio de Paz .
Obrigado por nos dar a paz como um dom ! O nosso mundo precisa de Paz ! Ajudai-nos a promovê-la com nossas atitudes de fraternidade e solidariedade com o irmão
É vossa Palavra que diz “ Eis que vos deixo a paz , eis que vos dou a minha Paz!” Que a Paz que nos dá seja verdadeiramente vivida por todos , sempre !

Que busquemos sempre na oração, na leitura orante da Palavra, na Eucaristia celebrada vivida e partilhada a força para realizarmos aqui os vossos dons, especialmente durante todo este ano de 2017, 
Busquemos viver a misericórdia, nos esforçando para realizar tudo de bom que não conseguimos no ano anterior, fazendo deste realmente um ano novo para todos, nos tornando homens e mulheres novos. Novos por promovermos não o mundo que esta aí, mas um mundo de paz para todos,vivendo plenamente o dom com o qual nos presenteou.
Amém.
 Pe. Emanuel Cordeiro Costa